ICSA celebra a colação de turmas de Administração e Ciências Contábeis

Por Juraci Denoni (do Núcleo de Assessoria de imprensa da Agência Experimental de Jornalismo)

O Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), em Rondon do Pará, celebrou na última quinta-feira, 12, mais uma colação de grau. Vinte e nove alunos receberam seus diplomas, sendo seis de Administração e vinte e dois de Ciências Contábeis. O evento ocorreu na sede da igreja quadrangular e contou com a presença dos professores de ambos os cursos, da direção do Instituto, além de familiares e amigos dos formandos.

Sendo a colação um dos melhores momentos na vida de um formando, Bruno Galvão, graduado em Ciências Contábeis, diz que é muito gratificante e muito especial para sua família vê-lo recebendo o seu certificado de conclusão de curso em uma universidade pública. “Durante quatro anos eu tive estudando na Unifesspa, que é um presente para nós aqui da cidade de Rondon do Pará ter uma universidade pública, e acredito que cada vez mais nós devemos sempre estar reconhecendo e dando o devido valor para essa universidade”, destacou Bruno.

A aluna graduada de Administração Eliane Lopes Souza diz que um ensino superior não é somente um título na vida acadêmica, e que todos são capazes de irem cada vez mais longe na vida profissional. “O final de uma graduação é uma sensação de muita alegria e gratidão. Já sou formada como Tecnóloga em Gestão Pública, sou funcionária pública como Agente de endemias há 11 anos. Mas a universidade nos deixa aquele gostinho de que querer alcançar novos desafios em outros cargos e aproveitar cada oportunidade que surgir. Agora consegui vencer mais este desafio, sou Bacharel em Administração, sou Federal”, comemora Eliane.

Essa alegria e gratidão também é transpassada para os professores, que por quatro anos estiveram juntos com os alunos enfrentando desafios da vida acadêmica. O diretor da Faculdade de Ciências Contábeis (FACIC), Mário César Sousa de Oliveira, fala que esse é um momento que traz aos docentes um sentimento de dever cumprido. “Ao longo da vida acadêmica desses formandos, sempre procurei deixar claro que o mercado de trabalho é exigente, um tanto cruel as vezes.Por isso sempre procurei passar para eles que o melhor caminho era a dedicação, a obstinação pelo saber”, enfatiza o professor.

O diretor da faculdade de Administração (FAD), Marcus Gama, diz que é um momento único, e que as sensações vividas são únicas e inexplicáveis, momento de deixar as lágrimas e os sorrisos falarem e transparecer a alegria das batalhas vencidas. “Como professores tentamos sempre repassar o máximo de experiência vivenciadas para que os discentes possam construir um mapa mental prático dos conceitos abordados em sala. Tal tentativa serve tão somente para exemplificar a temática em cada disciplina, mas para que cada discente possam construir a sua própria trajetória” conclui o docente.

Diversidade Cultural

Kakumkwyire Ahkitkwyi Junure, da etnia indígena Gavião, deixou seus familiares longe para ingressar em um sonho que não é nada fácil, por causa das diversas dificuldades da vida. “Ser uma aluna indígena dentro da Unifesspa, significou para mim uma grande oportunidade de cursar o primeiro curso superior, e também foi muito importante para mim porque tive esse privilégio de ingressar na universidade pública e federal, e foi um grande sonho, sempre tinha vontade de cursar um curso superior. A minha experiência dentro da Unifesspa foi muito boa, porque aprendi muito mais dentro da universidade, pude ver outra forma do aprendizado, conhecimentos, e com esse conhecimentos adquirido eu vou levando para mostrar, oque eu aprendi. Eu representei meu povo Gavião, que nós indígenas somos capazes de enfrentar qualquer barreira e difiuldades que vem nos atingir, me formei , e quero ser espelho para meus parentes e irmãos, e posso dizer que não foi nada fácil, mas consegui”, destaca Kakumkwyire.

Kakumkwyire Ahkitkwyi Junure, da etnia indígena Gavião.

Danielma Baia Machado é da comunidade quilombola de Igarapé-Preto município de Oeiras do Pará, e assim como muitos universitários passou também por muitas dificuldades. Uma das mais difíceis é de deixar seus familiares na sua comunidade de origem e morar muito distante. Mesmo assim, a agora administradora ressalta a importância de ter cursado uma graduação. “Ser uma aluna quilombola foi muito importante, porque representar um povo que sempre teve que lutar pra mostrar que esse grupo também tem capacidade e inteligência pra fazer qualquer coisa na sociedade. A minha experiência na Universidade foi muito boa, pelos conhecimentos adquiridos e porque também sempre quis ter uma graduação. Eu sou de uma família que ja tem vários formados e que também muito me incentivou. Hoje me sinto muito feliz por ter representado as lutas quilombolas por direitos, e esse é um deles e também ter conhecimento para ajudar minha comunidade e meus familiares” finaliza Danielma.

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