Dionísio planeja implantação da Base Nacional Comum Curricular

Por João Oliveira

A escola Dionísio Bentes retornou às aulas na última semana e já planeja o próximo ano letivo, quando o chamado Novo Ensino Médio começará a ser implantado. Na última sexta-feira (3), a equipe do Rondon Notícias esteve com a direção da escola para saber como tem se desenvolvido os preparativos para a implantação desse novo modelo.

Fotos: Paulo Vitor Ribeiro

A diretora Adriana Andrade Oliveira disse que as mudanças no parâmetro curricular, na metodologia e na carga horária, vão iniciar ano que vem, mas serão gradativas até o ano de 2025 quando o sistema deverá estar plenamente consolidado na escola. O modelo terá a chamada BNCC (Base Nacional Comum Curricular) mas há margem para adequações nas especificidades de cada município. A escola Dionísio por exemplo, realizou um processo de escuta com alunos e professores para identificar necessidades e afinidades dos discentes de acordo com as áreas de conhecimento. A pesquisa apontou que os alunos geralmente têm dificuldades nas disciplinas de matemática, física e química, e se identificam mais com as áreas de linguagens. No novo sistema o aluno terá mais autonomia, mas não haverá a exclusão de disciplinas. De acordo com a proposta, o aluno poderá aprofundar seus estudos nas áreas que mais se identifica.

Os alunos não serão os únicos que terão de lidar com mudanças. De acordo com Adriana, os professores precisarão passar por um processo de formação continuada em função do novo ensino médio e da Educação Conectada. Este último, um projeto do governo Federal que visa a modernização da educação. Até 2024 a escola já deve estar plenamente reestruturada com equipamentos tecnológicos em função do Educação Conectada.

Diretora do Dionísio: Adriana Andrade Oliveira

Sancionada em 2017 pelo ex-presidente Michel Temer, a reforma, que já foi alvo de críticas e protestos por todo o país, também vai requerer uma reforma na estrutura das escolas. Em razão disso, a diretora afirma que o governo deva enviar em torno de 180 mil reais. A verba deverá ser investida na reestruturação da escola, em material pedagógico e na formação continuada dos docentes. 

Um dos frutos que o MEC busca colher com o novo ensino médio é a redução no índice de evasão escolar, esse que é um dos grandes problemas da escola Dionísio. No ano passado o número de desistentes chegou a 360. Desses, mais de 60% eram do período noturno. A escola fez uma pesquisa e descobriu que as razões para a desistência estão ligadas à necessidade de trabalhar e também ao cuidado dos filhos. “Infelizmente muitos não entendem que o ensino médio é um caminho”, declarou Adriana.

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